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Há algum tempo revelei á vocês que estava escrevendo um livro, não é? Pois bem,meu primeiro bebê está pronto e com todos os mimos e caprichos possíveis,enviei para uma editora e aguardo respostas(com todos os dedinhos cruzados). Depois que escrevi o livro a inspiração não foi embora e a danada continuou implorando que eu fizesse algo mais e não é que eu obedeci?! Hoje trago um dos meus primeiros contos que eu fiz,espero que vocês gostem e perdoem qualquer coisa,ainda estou engatinhando nesse mundo literata
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Acabou. E é a coisa mais triste que tenho á dizer. Por um instante me vi perdida ,minha embarcação quase veio á naufrágio mas sobrevivi ás ondas arrebatadoras que o mar me lançava. Apesar de ter sobrevivido, adquiri muitos ferimentos,precisava de band-aids para alma. Estive nos últimos dias inconsciente,á deriva na própria vida mas de repente despertei e estava em terra firme. Meu navio?Talvez seja inútil citá-lo,visto que seus destroços ainda flutuam á margem marinha. Quando abri os olhos tinha alguém á minha frente.Nunca havia visto aquela face. Não era de toda sabedoria mas não era de toda ignorância. Conhecia meus conflitos e olhava para cada ferimento meu tão ciente de como eu os adquirira como quem os havia causado. Não sabia qual curativo indicar á aquela alma escarnecida tampouco um entorpecente pra aquele pranto doloroso e intenso. Mas ofereceu-me o que medicamento algum seria capaz: um abraço. E naquele abraço me trouxe um conforto imenso. Enlaçou em seus braços as minhas angústias,aflições e pungências da alma. Fez sua todas as minhas dores,caminhou por meses comigo naquela ilha deserta. Eu,sempre como alguma dopada,perdida dentro de mim.Ele: sempre com uma lição nova á cada dia e sempre tão dedicado mesmo com toda objeção que eu mantivesse. Em um belo dia ele me disse que tinha a última lição para me ensinar mas que seria facultativo aprendê-la. Ele então guiou-me á um navio á beira da praia,pronto á levar-nos para onde quiséssemos. Perguntei-lhe então, porque não tirou-me daquele lugar antes. Porque me deixara sofrer por tanto tempo ali. E Ele sereno, me respondeu: “ Se fazia necessário que você destruísse cada pedaço de si,e então erguer-se para a vida que enfrentará. Ora,minha pequena achas mesmo que encontrará o mesmo mundo de antes, agora?” Naquele momento senti-me livre,um fardo imenso saíra de minhas costas. Percebi que não era de uma multidão que eu precisava mas sim de um único alguém,alguém como ele que acima de tudo não desistisse de  mim. Sabe,talvez ele me fascine tanto por não possuir a última coisa que eu esperava de você: o abandono. Mas está tudo bem, graças ao desconhecido que me protegeu de você,a garota retorna á navegação.  Ela não precisa mais das suas coordenadas para seguir em frente. Ela aprendeu a ser sua própria rosa do vento.

Ps: se vocês curtirem,eu vou trazer semanalmente um texto novo :)

1 comentários:

Paula Lima disse...

Eu amo crônicas, me identifico tanto! Eu adorei a sua, achei rica em detalhes, amei *.*
xoxo
Curti aqui!
OPS, ESNOBEI!

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